Nos primeiros minutos devo ter ficado com o coração acelerado, mais pela ansiedade do que pelo fato de estar a caminho de um fim prematuro de algo que nem aconteceu ainda. As mãos ficaram gélidas, meu corpo sendo quente parecia ter congelado em meio a espera, espera de uma resposta que na minha cabeça poderia ser tanta coisa, com uma finalidade: O fim.
Passaram-se alguns minutos e ele ainda não tinha me respondido. Fui tola e perguntei aquilo que já estava ali, na cara de todo mundo, mas me fingia de lerda para que ele mudasse de ideia em algum momento. Mas o fim de semana passou, a segunda veio e nada de algo mais objetivo. Meus sonhos me atormentavam, minhas amigas começavam a falar que eu estava pagando papel de trouxa, e tudo me pressionava a fazer aquela pergunta que eu temia a resposta, porque sabia, sabia e tinha medo de ouvir/ver/ler, pois acabaria com tudo que estava pensando.
Na verdade não é bem medo da resposta, e sim tristeza de ter perdido tanto tempo, mesmo que não seja tanto assim, tentando florescer algo, fazer nascer algo. É difícil (leia-se impossível) criar um relacionamento nos dias de hoje. Não sei se todos pensam assim, mas as relações pessoais e sociais andam cada dia mais fúteis, ou mais desacreditadas. Você não quer alguém pois sua gama de opções é enorme, e não é capaz de escolher apenas um. Você não quer alguém pois sofreu demais repetidas vezes e agora já está velho demais no quesito amores e cansou de sofrer, ou de tentar não sofrer. Você não quer alguém por ambos motivos, ou por nenhum deles. Ele não me quer sei la por quê, mas hoje irei descobrir, e tenho medo.
Talvez seja pela minha altura, pela minha carência excessiva, pela necessidade de falar e ter um boa noite todas as noites, mesmo não tendo. Pela minha falta de beleza, ou pela beleza excessiva, pela minha visão política, por pular os riscos do chão para não fazer minha mãe quebrar a coluna, pelo meu ascendente, por preferir nescau a Toddy, por não gostar tanto assim de gatos e ele quer ter um gato em casa. Por ser eu, e não ser ela. Por não ser eu.
Mas olha, tô aqui preparada pra qualquer resposta que ele dê, e prometo não me iludir com uma possível possibilidade de continuarmos juntos. Estamos juntos? Talvez não mais, ou nunca estivemos, é complicado, muito cedo pra algo, e eu já estou paranoica. Se ele quiser nunca mais falo com ele, nem olho na cara. Mas se dependesse de mim, estaria de branco, os sinos estariam tocando nesse exato momento, enquanto eu imagino o "desculpa, mas não vai rolar mais ".
Passaram-se alguns minutos e ele ainda não tinha me respondido. Fui tola e perguntei aquilo que já estava ali, na cara de todo mundo, mas me fingia de lerda para que ele mudasse de ideia em algum momento. Mas o fim de semana passou, a segunda veio e nada de algo mais objetivo. Meus sonhos me atormentavam, minhas amigas começavam a falar que eu estava pagando papel de trouxa, e tudo me pressionava a fazer aquela pergunta que eu temia a resposta, porque sabia, sabia e tinha medo de ouvir/ver/ler, pois acabaria com tudo que estava pensando.
Na verdade não é bem medo da resposta, e sim tristeza de ter perdido tanto tempo, mesmo que não seja tanto assim, tentando florescer algo, fazer nascer algo. É difícil (leia-se impossível) criar um relacionamento nos dias de hoje. Não sei se todos pensam assim, mas as relações pessoais e sociais andam cada dia mais fúteis, ou mais desacreditadas. Você não quer alguém pois sua gama de opções é enorme, e não é capaz de escolher apenas um. Você não quer alguém pois sofreu demais repetidas vezes e agora já está velho demais no quesito amores e cansou de sofrer, ou de tentar não sofrer. Você não quer alguém por ambos motivos, ou por nenhum deles. Ele não me quer sei la por quê, mas hoje irei descobrir, e tenho medo.
Talvez seja pela minha altura, pela minha carência excessiva, pela necessidade de falar e ter um boa noite todas as noites, mesmo não tendo. Pela minha falta de beleza, ou pela beleza excessiva, pela minha visão política, por pular os riscos do chão para não fazer minha mãe quebrar a coluna, pelo meu ascendente, por preferir nescau a Toddy, por não gostar tanto assim de gatos e ele quer ter um gato em casa. Por ser eu, e não ser ela. Por não ser eu.
Mas olha, tô aqui preparada pra qualquer resposta que ele dê, e prometo não me iludir com uma possível possibilidade de continuarmos juntos. Estamos juntos? Talvez não mais, ou nunca estivemos, é complicado, muito cedo pra algo, e eu já estou paranoica. Se ele quiser nunca mais falo com ele, nem olho na cara. Mas se dependesse de mim, estaria de branco, os sinos estariam tocando nesse exato momento, enquanto eu imagino o "desculpa, mas não vai rolar mais ".