sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Destino ou acaso, a solidão é minha única companheira

 Estou triste. É pior do que se eu estivesse doente. Algumas pessoas acreditam que seja uma doença, mesmo. Não penso assim. Mas dói, dói dentro de mim, invisível. Acabo sofrendo duas vezes, três, tantas. Essa não é a minha melhor personalidade, mas, é a que mais respeito. Não me tiro o direito de sofrer. Quero que passe, que não deixe nada aqui. Eu sei que em algum momento passa, mas o que dói é o processo que me levou a ficar triste. Eu não tenho o poder de convencer as pessoas a ficarem. Se eu tivesse, eu ficaria.


Estou sofrendo por amor. Como é forte assumir isso. Mas não é qualquer amor, também. Ele é pequeno,  novo, cheio de vida. Deixar de senti-lo está me entristecendo, me esvaindo. Gostaria que a vida dele dependesse apenas da minha, faria de tudo para mantê-lo vivo, saudável, feliz. Mas, ao invés disso, observo de perto sua decomposição. Seguro sua mão e digo que amanhã será um dia melhor, sabendo que talvez não exista amanhãs para ele. Eu minto, minto e sofro. 


Quando dei por mim, me senti como um robô programado para passar por aquilo. Essa foi uma das muitas coisas que passaram pela minha cabeça, e tive muito tempo para criar fantasias e situações que pudessem suprir a ausência que eu estava sentido. Até o presente momento ainda sinto. Me falta coragem para assumir minha solidão. Me falta coragem para entender de forma realista que talvez seja nada. Me falta coragem para querer me submeter a ficar desse jeito de novo, e isso me faz voltar a minha primeira falta de coragem citada aqui. Percebe? É cansativo, eu concordo. Mas, o que eu te pedi?




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