Peço distância, por favor.
Não é nada contra a presença dele, muito menos o cheiro que aparece antes mesmo de sua presença, mas é que a minha vida anda tão desvivida, e a dele tão... Tão boa, por mais que ele diga o contrário. Entenda, talvez eu seja extremamente egoísta a ponto de perde-lo novamente, diferente de sempre, mas sou assim, perco as melhores oportunidades nos momentos menos oportunos. Incrível que agora, horas depois de tudo e pensar sobre tudo, continuo com seu cheiro em meu corpo, e tantas memorias passam pela minha cabeça, por menos contato que tivemos, parece que algo ficou preso na pele, em meus braços.
Foram dois abraços, um de chegada e um de despedida, o suficiente para corroer mais um pouco todas as armaguras que estão pregadas no meu peito. Adquiri o hábito de fumar à noite, a fumaça me parece poética, e o sentimento de morte a longo prazo me atrai. Traço linhas cronológicas que acabam quando perco laços importantes. Morro e vivo constantemente e ele sempre aparece, de repente, durante esses altos e baixos inevitáveis.
Talvez ele não saiba, mas sempre sumo da vida das pessoas por não ter capacidade mental para viver de verdade, e ele me deixava vivo, me sufocava antes. Hoje, sinto saudades de respirar leve, olhar para alguém e sentir que consegui ser gostável. "Gosto muito de você, sabia?" Dizia a mensagem, mas não era como nas outras vezes, e isso me deixou confuso. Não conseguia ve-lo seguindo a vida, dentro de mim era como se ele estivesse ali, congelado no tempo, esperando o momento em que eu amadurecesse emocionalmente para conseguir da-lo o que realmente merecia e não o que tinha para compartilhar.
Nos vimos no mesmo dia, à noite, e me senti mais vulnerável que antes. Era como se o que tinha para oferecer naquele instante não fosse o suficiente, mas para ele estar ali já bastava. Por que não conseguia me sentir assim também? Começamos a falar sobre nossas vidas, e eu não queria dizer que aquele espaço entre nossas mãos e seus dedos longos me incomodava, ou que sempre senti o mesmo que ele quando o que ele sentia por mim era diferente, maior, ou que na minha cabeça acabaríamos juntos, eu só estava esperando o melhor momento, como naqueles filmes em que os personagens se conhecem ao acaso, se separam por acaso, vivem suas vidas e depois de um tempo se encontram na rua, maduros, e vivem tudo aquilo que queriam quando se viram pela primeira vez. Agora ele já vivia tudo que queria comigo, mas com outro, e eu sentia inveja, e algo novo que ainda não tem nome, mas prometo que patentearei quando descobrir a definição correta, e darei os créditos a ele, por mais triste que seja isso que estou sentindo enquanto descrevo nosso encontro.
Sempre vamos ter alguma pessoa que por mais distante que esteja, quando a lembramos sempre teremos os mesmos sentimentos. Minha vontade era de falar, lá na frente dele, tudo aquilo que tinha guardado para a hora certa, com a esperança de que ele também me contasse esse mesmo segredo, e acabássemos lembrando de todo o pouco que vivemos juntos, e começarmos a viver coisas novas. Não seria justo. Não teria coragem também, como não tive. O que me resta então é sumir, novamente, e esperar que o cigarro faça desaparecer seu aroma de nostalgia que machuca tanto, e imaginar o que estaríamos fazendo se não tivesse pedido para ir embora naquele julho. Mas quem foi embora fui eu, e sempre irei.
Não é nada contra a presença dele, muito menos o cheiro que aparece antes mesmo de sua presença, mas é que a minha vida anda tão desvivida, e a dele tão... Tão boa, por mais que ele diga o contrário. Entenda, talvez eu seja extremamente egoísta a ponto de perde-lo novamente, diferente de sempre, mas sou assim, perco as melhores oportunidades nos momentos menos oportunos. Incrível que agora, horas depois de tudo e pensar sobre tudo, continuo com seu cheiro em meu corpo, e tantas memorias passam pela minha cabeça, por menos contato que tivemos, parece que algo ficou preso na pele, em meus braços.
Foram dois abraços, um de chegada e um de despedida, o suficiente para corroer mais um pouco todas as armaguras que estão pregadas no meu peito. Adquiri o hábito de fumar à noite, a fumaça me parece poética, e o sentimento de morte a longo prazo me atrai. Traço linhas cronológicas que acabam quando perco laços importantes. Morro e vivo constantemente e ele sempre aparece, de repente, durante esses altos e baixos inevitáveis.
Talvez ele não saiba, mas sempre sumo da vida das pessoas por não ter capacidade mental para viver de verdade, e ele me deixava vivo, me sufocava antes. Hoje, sinto saudades de respirar leve, olhar para alguém e sentir que consegui ser gostável. "Gosto muito de você, sabia?" Dizia a mensagem, mas não era como nas outras vezes, e isso me deixou confuso. Não conseguia ve-lo seguindo a vida, dentro de mim era como se ele estivesse ali, congelado no tempo, esperando o momento em que eu amadurecesse emocionalmente para conseguir da-lo o que realmente merecia e não o que tinha para compartilhar.
Nos vimos no mesmo dia, à noite, e me senti mais vulnerável que antes. Era como se o que tinha para oferecer naquele instante não fosse o suficiente, mas para ele estar ali já bastava. Por que não conseguia me sentir assim também? Começamos a falar sobre nossas vidas, e eu não queria dizer que aquele espaço entre nossas mãos e seus dedos longos me incomodava, ou que sempre senti o mesmo que ele quando o que ele sentia por mim era diferente, maior, ou que na minha cabeça acabaríamos juntos, eu só estava esperando o melhor momento, como naqueles filmes em que os personagens se conhecem ao acaso, se separam por acaso, vivem suas vidas e depois de um tempo se encontram na rua, maduros, e vivem tudo aquilo que queriam quando se viram pela primeira vez. Agora ele já vivia tudo que queria comigo, mas com outro, e eu sentia inveja, e algo novo que ainda não tem nome, mas prometo que patentearei quando descobrir a definição correta, e darei os créditos a ele, por mais triste que seja isso que estou sentindo enquanto descrevo nosso encontro.
Sempre vamos ter alguma pessoa que por mais distante que esteja, quando a lembramos sempre teremos os mesmos sentimentos. Minha vontade era de falar, lá na frente dele, tudo aquilo que tinha guardado para a hora certa, com a esperança de que ele também me contasse esse mesmo segredo, e acabássemos lembrando de todo o pouco que vivemos juntos, e começarmos a viver coisas novas. Não seria justo. Não teria coragem também, como não tive. O que me resta então é sumir, novamente, e esperar que o cigarro faça desaparecer seu aroma de nostalgia que machuca tanto, e imaginar o que estaríamos fazendo se não tivesse pedido para ir embora naquele julho. Mas quem foi embora fui eu, e sempre irei.