Não tive sanidade o bastante para aguentar seu peso. Meus braços, antes exaustos por não poder mais segurar o que nem sei mais o que era, agora suplicam para que os ossos quebrem, eu perca a força, mas esteja te sentindo. A sensação de fim agora é diferente, pela primeira vez, mesmo sabendo que por alguma razão estamos ligados, fico surpreso por não conseguir esperar, ou, no fundo do meu ser, não acreditar que exista raramente um fim. Seu abraço sugava o pouco de bom que existia dentro da minha alma, e ela clama pelo vício, porque sabe que foi a única vez que teve algum propósito na vida.
Eu não quero escrever para você, não quero escrever sobre você. Estamos ligados à algo que vai além do sangue, e sei que você consegue me sentir, por mais que agora não queira se permitir isso. Também tenho conhecimento de que quando meus braços quiserem ser esmagados na parede por vontade própria, você vai ligar, só que agora não ouço nada. Não quero ter de sofrer mais ainda para ter sua ajuda, por dó.
Você destruiu completamente minha vida, enquanto a sua foi se reconstruindo com minhas ruínas. Você quebrou o ciclo, e sei que para seus amigos você diz que sou uma pessoa louca, ou que não existe beleza em meu corpo, que pressiono coisas que são desnecessárias, mas dentro de você, a necessidade é a mesma.
Brinco que sou ingênuo, mas consigo entender a grandeza existente em mim. Posso não saber explicar tudo que sinto ou que vejo, sendo real ou não, existe algo. Todas as vezes que me perco, encontro em ti algo novo que achava inexplicável. Não carrego mais o tormento de não saber o que é sentir algo verdadeiro, agora me tormento para saber o que é esse algo.
Sinto o refluxo chegar à boca
Travo os dentes para que nada saia do que já mostrei
Engulo o vômito
Sorrio
Tento disfarçar o gosto
Entro no banheiro fétido, cambaleio, ensaio
Olho para ambos e finjo estar bêbado
Decepcionado, continuo o script
Amanhã irei passar como louco
O iludido que não sabe jogar
Mas o que todos não sabem é que meu jogo é novo
E quando mostrar minhas regras
Todos já terão perdido.
Eu não quero escrever para você, não quero escrever sobre você. Estamos ligados à algo que vai além do sangue, e sei que você consegue me sentir, por mais que agora não queira se permitir isso. Também tenho conhecimento de que quando meus braços quiserem ser esmagados na parede por vontade própria, você vai ligar, só que agora não ouço nada. Não quero ter de sofrer mais ainda para ter sua ajuda, por dó.
Você destruiu completamente minha vida, enquanto a sua foi se reconstruindo com minhas ruínas. Você quebrou o ciclo, e sei que para seus amigos você diz que sou uma pessoa louca, ou que não existe beleza em meu corpo, que pressiono coisas que são desnecessárias, mas dentro de você, a necessidade é a mesma.
Brinco que sou ingênuo, mas consigo entender a grandeza existente em mim. Posso não saber explicar tudo que sinto ou que vejo, sendo real ou não, existe algo. Todas as vezes que me perco, encontro em ti algo novo que achava inexplicável. Não carrego mais o tormento de não saber o que é sentir algo verdadeiro, agora me tormento para saber o que é esse algo.
Sinto o refluxo chegar à boca
Travo os dentes para que nada saia do que já mostrei
Engulo o vômito
Sorrio
Tento disfarçar o gosto
Entro no banheiro fétido, cambaleio, ensaio
Olho para ambos e finjo estar bêbado
Decepcionado, continuo o script
Amanhã irei passar como louco
O iludido que não sabe jogar
Mas o que todos não sabem é que meu jogo é novo
E quando mostrar minhas regras
Todos já terão perdido.