Esse texto é pra você. Porque eu acordei hoje com uma vontade muito grande de poder te dizer tudo que ainda ficou dentro de mim, e não soube como começar a falar, então escrevi, escrevi duas ou três frases que logo foram apagadas e seguidas por mais duas ou três frases ensaiando uma conversa que eu não queria ter com você, porque não era verdade. A verdade é que sinto falta de você, falta de toda a história que não tivemos por medo, medo seu ou meu ou de ambos ou a falta de medo o bastante para que houvesse coragem para continuar. A tristeza de ter que escrever mais algumas duas ou três frases para me satisfazer e matar essa vontade que tenho de te dizer algo tão simples. Que fico triste em não saber como poder transformar uma conversa normal em algo que não seja "ah, quanto tempo", "o que faz por aí?", "Já encontrou quantos melhores que eu?". Talvez vários. São muitos os que passarão por sua história e talvez tenham transformado ela em algo que eu não conheça mais. E tenho medo, medo de que depois desses meses eu tenha mudado tanto que você perceba algo de diferente nos meus traços, e agora se apaixone por essa versão 2.0 que é uma farsa. Digo uma farsa, pois tudo me levou ao dilema de dizer-te que sempre quis estar ao seu lado, e agora o mereço por não ser mais aquele que tanto te quis? Blasfêmia, maldito e pouco caso. Não quero ganhar méritos por esforços tidos pela tristeza que passei. E passei demais, por tantas que me cansa pensar agora, e nem devo dizer. Quero parecer aquelas pessoas importantes, que passam por tudo e tiram algum aprendizado dos pesares, e foi o que disse nas últimas vezes. Tá sendo difícil, mas to levando bem. Muita coisa acontecendo, talvez em um café eu te diga. Mas, antes eu não gostava de café, consegue perceber a mudança? Eu sei que você não percebeu, não comentou sobre. Porém, tenho que dizer que isso me alegrou, pois alguma parte de mim alertou que isso mostra que não mudei pra você, então, em algum momento poderia reacender todo o interesse que teve por mim. É tolo, é chulo pensar assim, nem sei se foi tanto interesse, se fosse, não estaria aqui, balbuciando alguns dizeres para esvaziar todo esses dois minutos de coragem que encheram meu peito de vontade de gritar: VOLTA, SÓ AGORA, VOLTA! Com infinitas exclamações só para ser escandaloso, te chamar atenção e fazer olhar para tudo que passei, e mesmo assim, ainda paro na mesma estaca, onde você disse que tínhamos interesses diferentes. Não te julgo, nem te maldigo ou jogo praga, não fora ruim, nem em metade de todo meu iludir. E eu provavelmente tenha amado um ou dois mais que você, e alguns, mais do que você poderia um dia vir me amar, mas é que houve aquela faísca, aquele olhar de caramba, alguém realmente consegue me ver como eu gostaria que me vissem no mundo. E tudo isso se foi, no dia que eu precisei engolir todas as frases para recompor um oi nunca mandado, uma rua trocada para não dar de cara com aquele que era para ser o único, mas foi só mais um.
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