quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Prólogo.

Meu coração foi feito de ouro, como os fios do vestido de minha mãe. Como também foi construído meu castelo. Um dia ele foi assim. Um dia ele nasceu assim. Ainda sinto em meu sangue todo o definhar diluído que corrói, com todas as maravilhas trazidas com as maldições. Como foram assim trazidas, como presentes para mim um dia, nesses dias dourados onde era banhados por toda água doce e cristalina que poderia existir na Terra de Noram, como bençãos dadas pelo que existia em todos. Como se o presente e futuro pudessem existir juntos. Como se não houvesse o que esperar, estava tudo ali. Mas a história que contou agora e desde então, a história que existe na minha pele como mancha de todo ouro tirado de um existir que já foi, ela não é feliz, mas grita por estar se tornando, e isso é loucura dizer hoje, por isso temem ser, mas não há conhecem, não conseguem ler em mim, mas nunca fui inteligível. Mas agora o peso de todas as palavras me fazem conta-las. Por isso preciso eterniza-las nessas poucas palavras ditas, e, esperar que você, ao tentar emtende-las ao lê-las, saiba que cada tinta e página gasta no tempo que existi fora para alertá-los de toda beleza e os perigos de existir, existir como ninguém mesmo, existir como você nunca pensou conseguir em uma vida só. Porque eu nunca deixarei, mesmo depois de existir, que alguém possa fazer isso como eu fiz. É perigoso.
Pois aqui, aqui e agora, conto-lhe segredos escritos em mim e primordiais para toda e qualquer existência, essa sendo única. sou eu mesmo pois, mesmo sabendo de onde pude vir e onde ainda estaria, caso existisse toda essa eternidade que nos prometem, não me faz odiar o que me tornei hoje, muito menos tudo que já fui um dia. Porque sei que toda a eternidade que pudesse existir foi roubada. Trago isso em minha pele, queimada com os escritos, borrando todos os socorros. Mas, mesmo assim, ela pode brilhar toda noite se você deixar, e eu deixei. E foi mais fácil do que pudesse um dia sonhar, por mais que eu tenha sonhado e ainda sonho toda noite, cada vez diferente, mas nunca minha.
Ao brilhar, eles puderam me ver também, e me perguntam como um dia pude ser assim, e o que tenho a dizer são essas palavras e a seguintes. Pois o cachoeirar dessas lembranças transbordou essa eternidade no tempo errado. Sou um erro para todos, e para provar preciso descrever os alertas que jamais gostaria, nesse julgamento injusto que a vida se tornou. Contarei como existi, e agora existo, como salvação de todos e de mim mesmo, tantos que pesam mais que a eternidade que um dia senti, e agora peso em contar tentando consertar todo o tempo que me resta.

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